Cantor Rick, da dupla com Renner, morre aos 59 anos após trágico acidente de helicóptero em SC

Comadre, puxa a cadeira e prepara o coração, porque a música brasileira acaba de sofrer um golpe daqueles de deixar o país inteiro em silêncio e lágrimas. O Brasil se despede de uma das vozes mais marcantes, afinadas e queridas do nosso sertanejo. O cantor e compositor Rick, que formava com Renner uma das duplas mais emblemáticas da nossa história, faleceu nesta terça-feira (22), aos 59 anos, após a confirmação da queda de um helicóptero em Santa Catarina.
A notícia que ninguém gostaria de dar comoveu o meio artístico nesta terça-feira (22), comadre, após o Corpo de Bombeiros localizar e confirmar a queda da aeronave modelo Bell 430 em território catarinense. O helicóptero havia decolado na tarde de segunda-feira (21) de Porto Belo com destino a São Joaquim, na Serra, enfrentando uma rota castigada por fortes tempestades antes de desaparecer dos radares. A bordo, além do cantor, estavam o empresário Bruno Avelar, um videomaker, piloto e copiloto.
Por trás dos holofotes e dos palcos apinhados de gente cantando "Filha", "Muleca" e "Nos Bares da Cidade", o artista batizado como Geraldo Antônio de Carvalho nunca perdeu a simplicidade de suas origens rurais. Nascido na roça de Monte do Carmo, no Tocantins, ele cresceu embalado pelo rádio caipira de sua mãe e pelos causos do pai, dando seus primeiros passos na música ao lado da irmã na simpática duplinha infantil Sereno e Serenata. Mais tarde, radicado em Brasília, o destino mexeu seus pauzinhos em 1986 quando Rick ligou para uma casa de shows para pedir instrumentos emprestados e ouviu a voz de Renner cantando do outro lado da linha. O encontro imediato virou parceria vitoriosa, alavancada pelo apadrinhamento de Zezé Di Camargo e Luciano no início dos anos 1990 e consolidando uma carreira com dezenas de milhões de discos vendidos.
Além de brilhar no microfone ao lado do parceiro — com quem superou turbulências, hiatos e reconstruções sempre em nome do amor à música —, Rick se consagrou como uma das canetas mais geniais e requisitadas da música popular, assinando sucessos históricos interpretados por nomes como Chitãozinho e Xororó, Daniel e Gian e Giovani. Casado há anos com Geralda Carvalho e pai amoroso de Mônica e Victor Henrique, o artista partiu deixando um vazio irreparável no cancioneiro popular e no coração de milhões de fãs que cresceram tendo suas composições como trilha sonora da vida.
Que o Pai Celestial conforte a família, os amigos de estrada e toda a nação sertaneja neste momento de imensa dor, né comadre? A matéria se foi de forma tão trágica, mas a poesia e a voz de Geraldo ficam eternizadas em cada acorde que tocar no rádio deste país.
E para você, comadre, qual foi a canção inesquecível da caneta ou da voz do Rick que mais marcou a sua história?