Felca abre o coração sobre laudo de fobia social e 8 anos de bullying, mas divide web em semana de eleição

Comadre, puxa a cadeira e prepara o cafezinho, porque a internet conseguiu transformar um dos desabafos mais corajosos sobre dor humana em motivo de polarização e cobrança sem tamanho! O influenciador e youtuber Felca, que arrasta multidões na web, abriu o coração em um vídeo emocionante de uma hora na madrugada desta terça-feira (20), revelando seu diagnóstico médico de fobia social e os traumas profundos causados por oito anos seguidos de bullying brutal na infância.
A repercussão começou ainda antes da meia-noite, comadre, quando o influenciador Felipe Bressanim Pereira publicou um anúncio com a legenda "Eu me escondi por tempo demais". Como estamos às vésperas da votação do segundo turno, muitos usuários criaram a expectativa de que o criador de conteúdo subiria um vídeo declarando apoio ou tecendo críticas a candidatos. No entanto, o que foi ao ar pontualmente à meia-noite foi um relato cru, sensível e dilacerante sobre saúde mental, onde Felca apresentou o laudo comprovando o diagnóstico de fobia social e disparou: "Esse é o vídeo mais sincero e mais difícil que já fiz... Mas eu não quero partir sem contar minha história".
No depoimento, o jovem de 28 anos detalhou o pesadelo vivido a partir dos 12 anos em Londrina, no Paraná, quando passou a ser alvo de agressões verbais que escalaram para violência física, incluindo o episódio em que foi encurralado e espancado por cinco garotos dentro do banheiro da escola. O sofrimento se estendeu por oito longos anos, fazendo com que ele passasse intervalos inteiros trancado nas cabines e visse colegas criarem listas escolares o elegendo como o mais ridicularizado. Essa carga traumática custou a própria juventude de Felca, que abandonou a faculdade por pânico do convívio social e, durante o auge do sucesso na internet, precisava recorrer a doses de vodca pura para conseguir gravar conteúdos ou conversar com pessoas — hábito que interrompeu definitivamente no dia em que, embriagado após um vídeo que bateu 6 milhões de visualizações, caiu em casa e fraturou duas costelas.
Apesar da nobreza do relato — coroada com o anúncio de que fará palestras voluntárias e gratuitas em colégios para amparar jovens que passam pela mesma dor —, o vídeo rachou as redes sociais. De um lado, educadores, profissionais de saúde e milhares de fãs aplaudiram a bravura do rapaz em expor suas maiores feridas para salvar vidas. Do outro, internautas e até humoristas expressaram descontentamento, alfinetando que o influenciador teria "errado o mês do Setembro Amarelo" e cobrando que ele deixasse o desabafo pessoal de lado para focar na corrida eleitoral. Em resposta, defensores do youtuber repudiaram a cobrança, reforçando que a dor de quem sofre com traumas psicológicos e fobia social não escolhe calendário e merece respeito irrestrito.
É aquela velha cegueira das redes sociais que a gente sempre lamenta na nossa roda, né comadre? A política passa, as eleições acabam no próximo domingo, mas as marcas deixadas pela crueldade do bullying em uma criança duram a vida inteira. Ter a grandeza de transformar o próprio sofrimento em socorro para a meninada das escolas é um gesto que merece aplauso, e não cobrança rasa de internet!