Pedreiro viaja mais de 2 mil km atrás de noiva virtual e descobre em BH que amada é feita por Inteligência Artificial

Comadre, puxa a cadeira e toma um cafezinho para segurar o espanto, porque a internet está passando de todos os limites e a ilusão amorosa bateu recorde de distância! Um pedreiro maranhense encarou mais de 2 mil quilômetros de estrada de ônibus rumo a Belo Horizonte atrás da mulher dos seus sonhos, mas ao chegar na capital mineira descobriu da pior forma que a noiva prometida não passava de uma criação de Inteligência Artificial!
A busca desesperada por afeto quase terminou em tragédia pelas ruas de Belo Horizonte, comadre! Aos 49 anos e divorciado, o pedreiro Edimar Rocha Martins, que atualmente está afastado pelo INSS, embarcou na última sexta-feira em Imperatriz, no Maranhão, enfrentando uma viagem exaustiva de mais de 2 mil quilômetros até desembarcar em Minas Gerais no domingo (11). A motivação da jornada era encontrar a suposta Jéssica Oliveira — conhecida na internet como "Jessica Fazendeira" —, uma personagem gerada totalmente por computação gráfica que soma mais de 300 mil seguidores, anuncia produtos comerciais e publica vídeos com voz e feições hiper-realistas afirmando ser viúva e estar em busca de um homem para dividir a vida no campo.
Segundo Edimar, a conta mantinha longos diálogos privados com ele, alimentando a paixão e prometendo mandar endereço, pagar passagens e recebê-lo de braços abertos. O trabalhador não desconfiou de malícia justamente porque a suposta pretendente nunca lhe pediu um centavo sequer, o que o encorajou a pegar a estrada mesmo sem ter o endereço exato da moradia dela. Ao pisar no terminal rodoviário da capital mineira, a ficha começou a cair de forma dolorosa: o pedreiro passou horas caminhando pelo comércio e pelas ruas mostrando fotos impressas e imagens no celular para pedestres, e até chegou a procurar uma emissora de rádio local pedindo socorro para localizar o paradeiro da moça, até se dar conta de que ninguém a conhecia porque ela simplesmente não existia no mundo real.
Com a bagagem na mão, desiludido e sem recursos para se manter na cidade, Edimar foi amparado pela Unidade de Acolhimento e Atendimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos ofereceu banho, alimentação, acolhimento técnico com orientações sobre armadilhas digitais e custeou a passagem de ônibus para Augustinópolis, no Tocantins, sua cidade natal, onde ele desejava se abrigar. Antes de embarcar na tarde desta terça-feira (13), o trabalhador desabafou indignado com o vazio deixado pela tecnologia, alertando que a criação de pessoas falsas para iludir o coração alheio deveria ser severamente punida por lei para evitar que outros sonhadores caiam em ciladas parecidas.
É um alerta seríssimo para todo mundo que navega na internet, né comadre? A tecnologia avança a passos largos, mas o coração humano continua frágil e carente, caindo fácil na conversa de rostos perfeitos de mentira. Todo cuidado com as telas ainda é pouco!
E você, comadre? Conhece alguém que conversa com estranhos na internet e acredita em tudo o que vê ou já aprendeu a desconfiar de promessas milagrosas das redes sociais?