Pipoca queimou! Ministério Público recorre para cobrar R$ 1,4 milhão de MC Pipokinha por show com teor sexual na frente de estudantes

Comadre, puxa a cadeira e segura o queixo, porque a conta daquela baixaria em praça pública finalmente chegou, e o Ministério Público quer que ela venha com juros, correção e sem direito a parcelamento! A MC Pipokinha achou que ia sair no lucro pagando uma multa modesta pelas cenas explícitas que protagonizou em cima de um trio elétrico no Mato Grosso do Sul, mas os promotores bateram o pé e querem arrancar R$ 1,4 milhão do bolso da funkeira e dos organizadores!
Comadre, tem liberdade artística que vira caso de polícia e infração do Estatuto da Criança e do Adolescente! O Ministério Público de Mato Grosso do Sul não se deu por satisfeito com a condenação inicial de R$ 162 mil aplicada a MC Pipokinha e aos produtores de um evento realizado em Corumbá. Para a promotoria, a performance com nudez parcial e atos obscenos bem na cara de alunos uniformizados foi gravíssima, e o valor do dano moral coletivo tem que subir para mais de um milhão de reais!
O bafafá judicial, comadre, tem origem em fevereiro de 2023. Na época, a cantora subiu em um trio elétrico montado em uma área totalmente aberta, de livre circulação e coladinha a uma escola estadual.
Vídeos anexados ao processo comprovaram que a funkeira se apresentou parcialmente nua enquanto seus dançarinos faziam coreografias e contatos físicos que simulavam sexo explícito — tudo isso visível para pedestres e para adolescentes na faixa dos 14 anos que estavam em horário de aula.
Na primeira decisão, o juiz Maurício Cleber Miglioranzi Santos, da 1ª Vara Cível de Corumbá, condenou os envolvidos a pagarem R$ 162,1 mil (sendo R$ 100 mil da cota pessoal da Pipokinha e o restante dividido entre outros quatro organizadores). O magistrado pontuou que o show extrapolou todos os limites e que os contratantes sabiam muito bem do histórico escatológico da cantora para colocá-la em via pública sem isolamento.
O MPMS, no entanto, achou a conta muito barata para o estrago causado e entrou com recurso. A promotoria exige que a indenização solidária atinja, no mínimo, R$ 1,4 milhão, alegando que o valor anterior não reflete o impacto social e a afronta aos direitos da infância.
Caso a Justiça acolha o recurso, todo o valor arrecadado será destinado diretamente ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA) de Corumbá.
O Ministério Público reforçou que os organizadores e o Conselho Tutelar haviam sido formalmente notificados antes do evento, mas deram de ombros para os alertas.
É aquilo que a gente sempre conversa na nossa mesa de café, né comadre? A arte tem que ser livre, mas o bom senso e o respeito à formação de menores de idade precisam vir primeiro. Quem quer ver baixaria que pague ingresso em local fechado!
E você, comadre? Acha que o Ministério Público está certo em endurecer o jogo e cobrar essa bolada milionária ou a punição inicial já era suficiente?